Blizzard anuncia novo StarCraft, mas agora é um shooter em terceira pessoa
Na BlizzCon 2026, a Blizzard revelou o primeiro StarCraft desde 2015, só que virou um shooter de mundo aberto assinado por um ex-diretor de Far Cry, com lançamento marcado só pra 2030.
João Gabriel Trevizane
há 3 horas

A StarCraft estava sumida desde 2015, quando Legacy of the Void encerrou a trilogia de StarCraft II, e a Blizzard escolheu a abertura da BlizzCon 2026, em Anaheim, pra confirmar que a série vai voltar. Só que não do jeito que qualquer fã esperava.
O anúncio veio junto de um trailer cinemático, sem uma imagem de gameplay, mostrando um fuzileiro chamado Holt treinando pra servir o Dominion antes de ser atropelado por um bando de Zerglings. É só um gostinho, mas já deixa claro que o clima aqui é bem mais rasteiro do que qualquer partida clássica de StarCraft.
Porque essa StarCraft nova não é uma RTS. A Blizzard confirmou que o projeto é um shooter de mundo aberto, em terceira pessoa, com campanha single-player e sem elementos de live service. A história se passa no Setor Koprulu, cerca de 70 anos depois dos eventos de Legacy of the Void, e coloca o jogador na pele de um soldado comum do Dominion, não de um comandante vendo o mapa de cima.
Quem assina o projeto é Dan Hay, ex-diretor criativo da série Far Cry na Ubisoft, que entrou na Blizzard em 2022 pra liderar um jogo chamado Odyssey. O projeto foi cancelado, mas parte da equipe ficou incubando essa ideia de StarCraft em formato de tiro, o terceiro projeto do tipo na história do estúdio depois dos cancelados Ghost e Ares. Hay descreveu a visão como "Deadwood no espaço" e disse que a equipe "ganhou na loteria cósmica" ao herdar a franquia.
Por enquanto, PC e consoles Xbox estão confirmados, já que a Xbox cobriu o anúncio dentro da própria apresentação, mas a Blizzard ainda não fechou a lista completa de plataformas nem mostrou uma sequência real de gameplay.
E aqui vem a parte chata: o lançamento está marcado só pra 2030. Dá pra entender a lógica de anunciar tudo com tanta antecedência, StarCraft é uma franquia com peso simbólico grande pra Blizzard, e sumir de vista por mais uma década seria pior, mas na prática isso significa que quem realmente queria voltar a jogar StarCraft vai continuar sem nada por muito tempo. E trocar RTS por shooter em terceira pessoa é o tipo de aposta que divide antes mesmo de mostrar um segundo de jogo real: pode reinventar a franquia pra um público novo, ou pode simplesmente entregar mais um "reboot que abandonou o que fazia o original funcionar", igual já vimos em outras séries clássicas.
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