Xbox demite mais 268 pessoas e entrega o próximo Halo pra Activision
A Xbox demitiu mais 268 pessoas e confirmou que o próximo Halo vai ser feito pela Activision, enquanto o que sobra da Halo Studios vira só um time de suporte.
João Gabriel Trevizane
· Atualizado em

A Xbox anunciou mais uma rodada de demissões nesta terça-feira (22), desta vez atingindo 268 pessoas espalhadas entre a Halo Studios, outros estúdios internos e o time de gestão central da Xbox Game Studios. O corte foi confirmado em um memorando interno assinado por Matt Booty, diretor de conteúdo da divisão, e reacende a sensação de que o "reset" prometido pela Microsoft ainda está bem longe do fim.
A parte que mais chamou atenção não foi só o número. Booty confirmou que o próximo jogo da franquia Halo vai ser desenvolvido pela Activision, o mesmo estúdio por trás de Call of Duty, com uma equipe nova montada especificamente pra isso, separada do time que cuida do FPS militar. O que sobrar da Halo Studios (o antigo 343 Industries) vira um time reduzido de suporte, cuidando só da manutenção dos jogos já lançados e da comunidade.
E não para por aí: World's Edge, responsável pela série Age of Empires, e a Rare também passam a responder pra Activision dentro da nova estrutura. Na prática, a Xbox está concentrando cada vez mais poder de decisão dentro da divisão que a Activision Blizzard trouxe pra dentro de casa em 2023, o que diz bastante sobre quem manda no organograma hoje.
Essa leva de cortes não vem isolada. No começo do ano a Microsoft já tinha eliminado cerca de 1.600 postos dentro da Xbox, e na época a empresa avisou que mais uma etapa viria. Segundo Booty, com as ações tomadas desde julho, a companhia já está em torno de três quartos do caminho da reestruturação anunciada, o que sugere que ainda falta uma parte pra fechar a conta.
Pra quem joga, o impacto imediato é pequeno, porque não tinha um Halo novo anunciado pra já mesmo. Mas o simbolismo pesa. Durante anos a franquia foi tratada como intocável dentro da Xbox, o carro-chefe que definia a marca ao lado do próprio console. Ver ela passar pra mão de quem cuida de Call of Duty é admitir, sem dizer com todas as letras, que o time responsável não estava entregando o que a Microsoft queria, nem no ritmo nem na qualidade.
A reação da comunidade também não foi de festa. Tem gente enxergando a mudança como uma chance de reviver a franquia com quem realmente entende de tiro em primeira pessoa em larga escala, mas boa parte só vê mais um capítulo triste de uma divisão que troca gente por reorganização com uma frequência incômoda. Resta saber se esse "Halo por Activision" vai realmente sair do papel com identidade própria ou se vira só mais um projeto perdido no meio da reestruturação.
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