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Supermassive Games demite mais de 70 pessoas, a terceira leva em três anos

O estúdio de Until Dawn confirmou o corte nesta segunda, dias depois de Directive 8020 decepcionar nas vendas e meses após avisar sobre a consultoria de redundância.

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João Gabriel Trevizane

· Atualizado em

Supermassive Games demite mais de 70 pessoas, a terceira leva em três anos
Imagem ilustrativa gerada por IA

A Supermassive Games confirmou nesta segunda-feira (5) o corte de mais de 70 funcionários, incluindo gente do time de desenvolvimento, arte, produção, QA, operações e até da liderança sênior do estúdio britânico. O anúncio fecha um processo que já estava no radar desde agosto, quando a empresa avisou que uma consultoria por redundância podia tirar até 75 vagas.

Em comunicado na época, o estúdio disse que a medida era 'um passo necessário para garantir a sustentabilidade da empresa'. Passados quase dois meses, o número final ficou bem perto do teto anunciado, o que mostra que a situação interna era mais grave do que um ajuste pontual.

Um dos nomes que apareceu nas redes depois do corte foi Frank Tindle, diretor de TI e Instalações que passou 16 anos na empresa. Ele publicou no LinkedIn: 'Qualquer estúdio teria sorte de tê-los. Se você está contratando, me manda mensagem que eu faço a apresentação', numa demonstração de que o golpe pegou gente que literalmente ajudou a construir a casa.

A Supermassive cresceu de um punhado de funcionários em 2010 pra mais de 400 pessoas no auge, mas esse é o terceiro corte em três anos. Dá pra notar um padrão: o modelo de apostar tudo em jogos narrativos de médio orçamento, tipo Until Dawn e The Quarry, não está sustentando uma folha de pagamento desse tamanho.

O timing também não ajuda a narrativa. O jogo mais recente do estúdio, Directive 8020, saiu em 2026 com recepção mista no Steam e sem o modo cooperativo online no lançamento, recurso que só chegou via patch quase cinco meses depois, justamente em outubro. Pra um estúdio de terror cooperativo, lançar sem cooperativo pesa.

E tem um detalhe que deve incomodar quem acompanha a franquia mais famosa da casa: a sequência de Until Dawn, prevista pra 2027, não está sendo feita pela própria Supermassive, e sim terceirizada pra Firesprite, outro estúdio do guarda-chuva da PlayStation. Na prática isso muda pouco pro jogador final, mas é um sinal e tanto de que o estúdio original pode não ter mais fôlego, ou prioridade interna, pra tocar seu próprio carro-chefe.

A Supermassive não está sozinha nessa onda. Nos últimos dias, a Ninja Theory também confirmou risco de fechamento e demissões, parte de um movimento maior de cortes que já virou rotina na indústria. Pra quem jogou Until Dawn lá em 2015 e viu a Supermassive virar sinônimo de jogo narrativo de qualidade, é triste ver esse ciclo de 'lança, corta, repete' se tornando a regra, não a exceção.

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#Supermassive Games#Layoffs#Directive 8020#Until Dawn#Game Industry

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