Call of Duty: Modern Warfare 4 detalha o DMZ em Hajin, com zona nuclear e base persistente
Activision e Infinity Ward mostraram como vai funcionar o novo DMZ de Modern Warfare 4, ambientado numa zona de exclusão nuclear chamada Hajin, com níveis de ameaça e base operacional avançada.
João Gabriel Trevizane
· Atualizado em

A Activision resolveu dar uma segunda chance pro DMZ, e dessa vez com nome e cenário próprios. Em Call of Duty: Modern Warfare 4 o modo vai se chamar Hajin, uma referência direta à zona onde ele acontece: uma faixa de terra na fronteira entre a Rússia e a península coreana que ficou inabitável depois de um ataque nuclear. A ideia de pegar o conceito de extraction shooter e dar um endereço fixo, com nome e identidade visual, mostra que o estúdio não quer repetir o problema do DMZ original, que nunca teve um mapa que os jogadores guardassem na memória.
O pano de fundo narrativo também ajuda a justificar o caos: depois dos eventos da campanha de Modern Warfare 4, armas químicas, biológicas e nucleares ficaram espalhadas por instalações militares dentro de Hajin, e agora forças norte-coreanas estão tentando voltar pra recuperar esse material antes que mais alguém chegue lá. Isso coloca o jogador numa operação não oficial, sem suporte de governo, catando recurso sozinho igual em qualquer bom jogo de extração.
No gameplay, cada ponto de interesse do mapa tem um nível de ameaça que varia de baixo a extremo, e esse nível sobe conforme o jogador age com mais agressividade (ou desce se ele preferir ficar na moita e evitar confronto). É um jeito simples de dar ritmo pro mapa sem precisar de um narrador avisando «cuidado, área perigosa»: o próprio comportamento dos inimigos já entrega o recado.
A Activision também separou três formas de entrar numa partida: Story Missions pra quem quer acompanhar a trama aos poucos, Dynamic Operations pra objetivos gerados na hora (com recompensas que, segundo os próprios desenvolvedores, vão de 10 a 20 mil em dinheiro do modo), e Free Roam pra quem só quer explorar e lootar sem compromisso. Tudo isso gira em torno de uma Base Operacional Avançada persistente, equipada com impressora 3D e uma bancada de Gunsmith pra comprar armas e acessórios usando a moeda própria do DMZ.
Do lado da ameaça, além de soldados norte-coreanos, drones, cães K9 e patrulhas de helicóptero, tem também outros jogadores andando pelo mesmo mapa, e se o contador de baixas de um esquadrão passar do limite, um Hunt Squad entra em cena pra caçar especificamente aquele grupo. Veículos terrestres, aquáticos e aéreos completam o pacote, exigindo combustível e manutenção, o que empurra o jogador pra fora da zona de conforto de ficar só correndo a pé.
O modo chega junto com o lançamento completo do jogo, em 23 de outubro, pra PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. Na prática, o que mais chama atenção aqui não é uma mecânica isolada, mas o esforço visível de corrigir os erros do DMZ original, que começou com bastante hype e foi esvaziando ao longo do tempo por falta de identidade própria. Dar um nome, uma geografia e uma narrativa coesa pro mapa é o tipo de decisão que parece óbvia hoje, mas que a série demorou pra tomar.
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