Ace Combat 8: Wings of Theve decola com aprovação quase unânime da crítica
Ace Combat 8: Wings of Theve chegou a PS5, Xbox Series X|S e PC nesta sexta com elogios da crítica, mas um modelo de monetização que levanta questionamentos.
João Gabriel Trevizane
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Ace Combat 8: Wings of Theve pousou de vez nas prateleiras digitais nesta sexta-feira, dia 2 de outubro, chegando a PS5, Xbox Series X|S e PC pela Steam. É o primeiro jogo principal da franquia em sete anos, construído do zero em Unreal Engine 5 pela Bandai Namco Aces, e quem comprou a edição Deluxe já estava voando desde o dia 29 de setembro, no acesso antecipado.
A campanha coloca o jogador na cabine de um piloto que herda o codinome lendário 'Wings of Theve' depois da morte do antigo dono, liderando o esquadrão Joker Flight em meio à ocupação da Federação de Usea Central pela República de Sotoa. É o tipo de enredo que a série sempre fez bem: política fictícia, identidade cultural e o preço humano da guerra, sem transformar os pilotos em heróis de cartaz.
No campo de jogo, são 30 missões principais que, segundo as análises, levam entre 15 e 20 horas pra zerar, com mais 20 ou 30 horas de conteúdo extra em variantes de missão, operações e desafios de voo livre. O jogo trouxe dois modos de controle (padrão e expert), mecânicas de esquadrão retrabalhadas pra comandar os aliados com mais precisão, e suporte nativo ao DualSense, com feedback tátil nos gatilhos durante os combates aéreos.
A crítica recebeu bem: o Metacritic marca 88 de média, o OpenCritic fecha em 87 com 99% de recomendação entre os veículos, a TheGamer deu 4,5 de 5 estrelas e a Push Square cravou 8 de 10. Os elogios giram em torno da narrativa madura e da quantidade de conteúdo. Do lado dos problemas, a curva de dificuldade nos combates finais assusta, a mixagem de som incomoda em alguns trechos e o excesso de nomes de lugares e facções deixa a trama confusa em certos momentos.
O que chama atenção, e nenhuma review destacou com o peso que merece, é o modelo de monetização. Setenta dólares de preço cheio mais um Ace Pass sazonal com aeronaves exclusivas soa estranho pra uma franquia historicamente centrada na campanha solo. Quem joga Ace Combat há anos não entra nisso pra virar um passe de batalha, entra pra sentir a adrenalina de um dogfight bem roteirizado, e colocar esse tipo de estrutura em cima de um single-player tão elogiado é um sinal de onde a indústria está indo, goste você ou não.
Outro ponto que vai doer em quem acompanha a série desde o Ace Combat 7: não tem suporte a PSVR2. O modo VR daquele jogo foi um dos grandes diferenciais da geração passada, e a ausência aqui é sentida. Em compensação, o multiplayer é o maior da história da franquia, com suporte cross-platform pra até 100 jogadores ao mesmo tempo, o que pelo menos mostra que a Bandai Namco está pensando grande pro pós-lançamento.


