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Gears of War: E-Day chega com reviews ótimas, mas história divide crítica

Primeiro Gears principal em sete anos estreia com média 89 no Metacritic: crítica elogia o combate, mas aponta problemas na narrativa.

JG

João Gabriel Trevizane

· Atualizado em

Gears of War: E-Day chega com reviews ótimas, mas história divide crítica

Gears of War: E-Day chegou às mãos da crítica especializada nesta semana, e o resultado é o tipo de notícia que faz qualquer fã antigo da série sorrir. Depois de sete anos sem uma entrada principal da franquia (a última foi Gears 5, em 2019), o prequel da The Coalition estreou nas reviews com média de 89 no Metacritic e 87 no OpenCritic, números que colocam o jogo entre os mais bem avaliados da saga desde a trilogia original no Xbox 360.

A proposta aqui é contar o Emergence Day, o momento em que a Locust Horde emergiu do subsolo e mudou a história da humanidade pra sempre, só que pelos olhos de versões mais jovens de Marcus Fenix e Dom Santiago. Construído em Unreal Engine 5, o jogo chega como exclusivo de console da Xbox (sem versão para PS5), com lançamento completo marcado pra 6 de outubro, acesso antecipado já liberado desde o dia 2 e presença garantida no Game Pass desde o primeiro dia.

As notas individuais reforçam o otimismo: a IGN deu 9 de 10 na review assinada por Ryan McCaffrey, e a Video Games Chronicle fechou em 4 de 5, descrevendo o combate como um 'balé brilhantemente sangrento de metralhadoras, cabeças explodindo, motosserras e granadas'. Os novos movimentos de pulo, deslize e cobertura baixa dão uma mobilidade que a série nunca teve, e é praticamente unânime entre Polygon, Eurogamer e Game Informer que o gunplay é o ponto mais forte do pacote.

O problema, segundo boa parte da crítica, está na narrativa. A relação entre Marcus e Dom, que deveria ser o coração emocional da campanha, só ganha espaço de verdade numa cena breve perto do fim, depois de boa parte da história se apoiar em clichês batidos de filme de ação. A VGC também apontou repetição de cenário (uma ponte específica aparece três vezes) ao longo dos cinco atos, o que deixa trechos do meio da campanha meio arrastados.

Na prática, isso não deve assustar quem só queria um Gears pra jogar com os amigos: Horde mode e o multiplayer competitivo ainda nem tinham reviews publicadas até o fechamento dessas análises, e é aí que a franquia historicamente entrega sua melhor experiência de longo prazo. O timing de colocar o jogo no Game Pass no dia um também chama atenção, a Xbox vem de uma fase de poucos exclusivos de peso e precisava exatamente desse tipo de lançamento pra justificar a assinatura.

Pra quem acompanha a série desde o Xbox 360, E-Day parece ser aquele raro caso de prequel que acerta o que importa (o tiro, a sensação de poder, o terror da invasão) sem se preocupar tanto em contar uma história memorável. Não é perfeito, mas depois de sete anos de espera, perfeito talvez nem fosse o que os fãs mais queriam ouvir.

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